TRANSITANDO EM NOVOS PARADIGMAS

O NOVO FEMININO

       E 

         FEMINISMOS

 

AQUI É UM ESPAÇO PARA REUNIR COMENTÁRIOS E REFLEXÕES QUE VENHO FAZENDO NO MUNDO VIRTUAL SOBRE ESSA QUESTÃO QUE SE INSCREVE NOS NOVOS PARADIGMAS E QUE DIZEM RESPEITO ÀS PRINCIPAIS MUDANÇAS DESTE SÉCULO QUE JÁ FORAM INICIADAS. O QUESTIONAMENTO DA SOCIEDADE E CULTURA PATRIARCAIS, COM O SURGIMENTO DO NOVO FEMININO E DOS FEMINISMOS ATUANTES. SÃO ARTIGOS DE OUTRAS SEÇÕES DO SITE, BEM COMO DE COMENTÁRIOS E REFLEXÕES AQUI DESENVOLVIDOS SOBRE O TEMA. - VERONICA MARIA MAPURUNGA DE MIRANDA -16.06.2019 -    


Para as Mulheres Caminhantes destes tempos: Mais uma flor que desabrocha.

Salve 08 de Março de 2026!

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Salve Iris Caminhante! Minha Iris Caminhante há um tempinho não botava flor. Quando ela floresce é sempre muito bela, mas só dura um dia. Ontem para minha surpresa tinha esta, da foto, única no jardim e muito bela, vesperando o dia internacional da mulher.

Para mim todo dia é dia mundial e planetário da mulher e oito(8) de março é um dia de luta contra o patriarcado, seus abusos de poder e violência contra a mulher. Um dia também para reflexão e para lançar luzes sobre o feminino e o feminismo na sociedade e cultura patriarcal, que de fato é um tema que diz respeito a todos.

Somos todas Íris Caminhantes, caminhando mais rapidamente agora neste ciclo, para transformações maiores que assinalam a "hierarquia entrelaçada.” Em outras palavras, para o fim do sistema patriarcal. E ao mesmo tempo em que ele canta seu canto de cisne, exagerando e mostrando seus aspectos pavorosos de violência contra a mulher e o feminino que está irrompendo como um magma vulcânico, as mulheres estão se manifestando. Existe a resistência do sistema às mudanças, mas um maior número de mulheres tem despertado para elas e para a necessidade interna de se transformar e florescer para a nova vida que está se anunciando e em que muitas mulheres estão puxando o bloco do ABRE ALAS.

Como eu tenho um canal com a natureza e percebo as sincronicidades, vi pela primeira vez a Íris Caminhante que floresceu em meu jardim como duas flores em uma, inseparáveis (vide foto).

Alguém poderia dizer: É uma uniāo, uma coniunctio. A mim me parecem duas borboletas em um pássaro, que ao mesmo tempo é uma flor e parecem dois aspectos dessa caminhada das mulheres (individual e coletivo, interno e externo) que por fim deveriam ou querem se juntar.

O resgate do feminino para a sociedade e cultura e feminismo não deveriam estar separados.  São duas faces de uma mesma moeda, que trazem ao mesmo tempo as transformações internas e o autoconhecimento das mulheres e um novo posicionamento delas na sociedade e cultura levando essas transformações. São coisas juntas. E quando estāo separadas e as mulheres se digladiam por isso é porque o sistema patriarcal que destila o machismo estrutural ainda está ganhando terreno na resistência à mudança. E para que isso não aconteça, as mulheres que são carro chefe dessas mudanças precisam se autoconhecer.  E muitas já estão neste caminho e ao fazê-lo terão outra relação com o coletivo e coletividade.

Carl Gustav Jung diria que as mulheres têm que romper com a reprodução do animus (representação arquetípica e coletiva do masculino na mulher) negativo e sua herança filogenética na reprodução sistêmica e cultural. Para Jung um animus transformado capaz de se tornar parceiro do feminino na realização interna e externa da mulher será criativo e engendrador e Marie Louise Von Franz ressalta as qualidades da coragem e desenvolvimento das capacidades intelectuais (que devem ser entendidas como o desenvolvimento do instinto reflexivo e do pensamento próprio). Muitas mulheres já os têm, mas é necessário superar os bloqueios internos e externos para o novo feminino, à luz das mudanças destes tempos, se manifestarem.

Serão essas relações diferentes, com a força e sabedoria  femininas que trarão paz ao mundo e teremos  uma reconfiguração humana. Nova humanidade renascendo das entranhas do novo feminino. Uma quintessência humana.

Mas para isso a autoconsciência deve se juntar aos labores e lutas pela integridade das mulheres e do feminino. Não há mais motivos para separar resgate do feminino e feminismo. É uma única luta e direção.  Como diz a Marcha de Carnaval: "O que é meu é teu, o que é teu é meu. Eu sou Julieta e você é Romeu." E vice-versa. No fim, não podemos dizer que não há uma coniunctio. Mas ela é sobretudo coletiva.

Verônica Maria Mapurunga de Miranda. 08.03.2026

Foto IRIS CAMINHANTE, por Veronica Maria Mapurunga de Miranda .07.03.2026.

 

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